{"id":110,"date":"2022-10-07T13:17:13","date_gmt":"2022-10-07T13:17:13","guid":{"rendered":"http:\/\/antoniopedreira.com\/?p=110"},"modified":"2022-10-07T13:22:02","modified_gmt":"2022-10-07T13:22:02","slug":"as-10-dez-barreiras-ao-bem-estar","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/antoniopedreira.com\/?p=110","title":{"rendered":"As 10 (dez) BARREIRAS AO BEM-ESTAR"},"content":{"rendered":"\n<p><\/p>\n\n\n\n<p>Como \u00e9 poss\u00edvel se optar por passar bem?&nbsp;Esta \u00e9 uma pergunta que nos \u00e9 formulada centenas de vezes e como tamb\u00e9m no curso da terapia individual ou grupal.<\/p>\n\n\n\n<p>E quais s\u00e3o as barreiras ao bem-estar?<\/p>\n\n\n\n<p>O desejo de poder interferir \u2013 at\u00e9 onde for poss\u00edvel \u2013 visando o pr\u00f3prio bem-estar psicoemocional, parece estar intimamente conectado com o questionamento presente acima mencionado.<\/p>\n\n\n\n<p>Com base na experi\u00eancia adquirida ao longo de 27 anos de pr\u00e1tica psicoter\u00e1pica humanista \u2013 embasada no referencial te\u00f3rico da An\u00e1lise Transacional (AT), passo a analisar alguns aspectos relevantes na dire\u00e7\u00e3o do bem-estar. A id\u00e9ia b\u00e1sica \u00e9 analisarmos de modo sum\u00e1rio e pragm\u00e1tico, os 10 principais processos indutores do mal-estar, objetivando que voc\u00ea, leitor amigo, procure evit\u00e1-los em sua vida cotidiana, tanto quanto lhe for poss\u00edvel.<\/p>\n\n\n\n<p>Estou convicto que, se voc\u00ea buscar evitar ou minimizar estes processos \u2013 dentro dos recursos de que j\u00e1 disp\u00f5e \u2013 em sua vida pessoal ou interpessoal, ser\u00e1 poss\u00edvel aproximar-se do bem-estar, em vez do v\u00edcio de passar mal.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>OS 10 MEIOS MAIS COMUNS DE PASSAR MAL<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Eis os campe\u00f5es em audi\u00eancia (como diriam os analistas midi\u00e1ticos), ou seja, passamos a alinhar os principais processos ps\u00edquicos que identificamos como os mais freq\u00fcentes indutores ao mal-estar pessoal.<\/p>\n\n\n\n<ol type=\"1\"><li>APEGO FORTE<\/li><li>REVERS\u00c3O DE EXPECTATIVAS<\/li><li>N\u00cdVEL ALTO DE EXIG\u00caNCIAS E\/OU DE COBRAN\u00c7AS<\/li><li>COMUNICA\u00c7\u00c3O INADEQUADA<\/li><li>CONTRATOS MAL-FEITOS<\/li><li>AUTOESTIMA BAIXA<\/li><li>N\u00c3O VALIDA\u00c7\u00c3O POSITIVA<\/li><li>SENTIMENTO DE CULPA<\/li><li>AUTOPIEDADE<\/li><li>FANTASIAS CATASTR\u00d3FICAS<\/li><\/ol>\n\n\n\n<p>Estou convicto de que a an\u00e1lise que ser\u00e1 efetuada representa um afloramento dos complexos processos inerentes \u00e0 mente humana e que n\u00e3o pretende, de modo algum, substituir uma psicoterapia, mas servir de est\u00edmulo para o autoconhecimento, indispens\u00e1vel ao bem-estar humano. Por outro lado, \u00e9 \u00f3bvio que o ponto de partida para se atingir o bem-estar \u00e9 a tomada de consci\u00eancia do que nos faz passar mal, e subseq\u00fcentemente, buscarmos a sua evita\u00e7\u00e3o sistem\u00e1tica.<\/p>\n\n\n\n<ol type=\"1\"><li><strong>APEGO FORTE<\/strong><\/li><\/ol>\n\n\n\n<p>Quanto mais apegada uma pessoa esteja a um objeto de amor, mais sofrer\u00e1 diante das inevit\u00e1veis perdas da vida.<\/p>\n\n\n\n<p>Em termos transacionais dizemos que a tristeza \u00e9 a emo\u00e7\u00e3o que adv\u00e9m de uma perda. O investimento de energia ps\u00edquica que se faz, ao agregar algo ao nosso&nbsp;Eu, se traduz pelo sentimento de posse.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;EU \u2192 MEU (= do meu EU)<br>            I&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;\u2192 MY (em ingl\u00eas)<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cMeu gato de estima\u00e7\u00e3o\u201d, quer dizer: o gato do meu EU (estou me referindo ao bichano, n\u00e3o ao \u201cficante\u201d daquela garota).<\/p>\n\n\n\n<p>O apego forte faz com que, pela morte ou sumi\u00e7o do animal, sobrevenha uma forte tristeza, diretamente proporcional ao grau do apego.<\/p>\n\n\n\n<p>OP\u00c7\u00c3O DE BEM-ESTAR: conv\u00e9m que, diante das inevit\u00e1veis perdas inesperadas da vida quem quiser sofrer menos, precisa treinar o desapego. Como isto \u00e9 mais f\u00e1cil dizer do que fazer fica a sugest\u00e3o de que sejam exercitadas as capacidades de: ACEITA\u00c7\u00c3O DA PERDA (com o m\u00ednimo de culpa e de revolta) e a decis\u00e3o de voltar a passar bem, apesar da perda.<\/p>\n\n\n\n<p>Decorrido o tempo necess\u00e1rio para que o desapego progressivo ocorra, retorna a energia corporal, criando condi\u00e7\u00e3o para o recome\u00e7o ou retorno \u00e0 pr\u00f3pria vida normal com entusiasmo de viver. Assim esperamos.<\/p>\n\n\n\n<ul><li><strong>REVERS\u00c3O DE EXPECTATIVAS<\/strong><\/li><\/ul>\n\n\n\n<p>Na esmagadora maioria das vezes em que criamos uma&nbsp;expectativa&nbsp;em cima de algo ou de algu\u00e9m, corremos o risco de s\u00f3 vir a&nbsp;passar bem,&nbsp;se e enquanto&nbsp;estiver sendo cumprida a mencionada expectativa.<\/p>\n\n\n\n<p>Por outro lado, a revers\u00e3o da expectativa \u00e9 um fator significante no mal-estar humano, pois quanto maior for a nossa expectativa, maior ser\u00e1 o sofrimento.<\/p>\n\n\n\n<p>De in\u00edcio surge uma nega\u00e7\u00e3o: \u201c<em>N\u00e3o acredito!<\/em>\u201d depois, com ou sem culpa, chega-se a uma revolta que, em termos de AT, \u00e9 raiva. Todavia, com a mesma velocidade que atingiu a raiva, uma tristeza acaba por aparecer que poder\u00e1 ser mantida por pensamentos derrotistas, com a sensa\u00e7\u00e3o de desalento ou desespero por n\u00e3o ter tido as suas expectativas cumpridas.<\/p>\n\n\n\n<p>OP\u00c7\u00c3O DE BEM-ESTAR \u2013 Ter sempre em mente que quem nos faz passar mal n\u00e3o \u00e9 o outro \u2013 como dizia Sartre: \u201c<em>O inferno \u00e9 o outro<\/em>\u201d \u2013 mas a nossa expectativa projetada numa determinada pessoa. Ali\u00e1s, um bom ant\u00eddoto contra a revers\u00e3o de expectativas \u00e9 ter me mente que \u201cningu\u00e9m nasceu para cumprir as nossas expectativas, sen\u00e3o n\u00f3s pr\u00f3prios\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Desenvolva, pois, leitor amigo, a habilidade de dosar suas expectativas. Agindo assim voc\u00ea se candidatar\u00e1 a interferir significativamente em uma das maiores fontes do mal-estar e habituando-se a buscar o seu bem-estar pessoal.<\/p>\n\n\n\n<ul><li><strong>N\u00cdVEL ALTO DE EXIG\u00caNCIAS E\/OU DE COBRAN\u00c7AS<\/strong><\/li><\/ul>\n\n\n\n<p>Com certeza, constituem duas vari\u00e1veis que predisp\u00f5em ao mal-estar: EXIG\u00caNCIAS OU COBRAN\u00c7AS. Naturalmente que&nbsp;<strong>o seu maior ou menor<\/strong>&nbsp;sofrimento depender\u00e1 do n\u00edvel de intensidade com que voc\u00ea se exige ou se cobre.<\/p>\n\n\n\n<p>OP\u00c7\u00c3O DE BEM-ESTAR \u2013 Procurar reduzir ao m\u00ednimo, as suas cobran\u00e7as ou exig\u00eancias \u00e9 o ponto de partida na dire\u00e7\u00e3o de um bem-estar&nbsp;<strong>autossustent\u00e1vel<\/strong>. Quando esta redu\u00e7\u00e3o for alcan\u00e7ada e se apresentar em uma baixa freq\u00fc\u00eancia em sua vida, as suas chances de passar bem e de viver em paz ser\u00e3o bem altas. Confira!<\/p>\n\n\n\n<ul><li><strong>COMUNICA\u00c7\u00c3O INADEQUADA<\/strong><\/li><\/ul>\n\n\n\n<p>\u00c9 talvez a causa de mal-estar mais prevalente nas rela\u00e7\u00f5es interpessoais. Como o ser humano \u00e9 por excel\u00eancia relacional, a comunica\u00e7\u00e3o inadequada est\u00e1 na base dos conflitos no lar, no trabalho, na escola e nos encontros sociais.<\/p>\n\n\n\n<p>Em termos de A.T. a TRANSA\u00c7\u00c3O \u00e9 a unidade de comunica\u00e7\u00e3o interpessoal e consiste no&nbsp;<strong>est\u00edmulo<\/strong>&nbsp;verbal do emissor e a respectiva resposta do receptor.<\/p>\n\n\n\n<p>Pelas leis da comunica\u00e7\u00e3o, fica claro que as&nbsp;<strong>Transa\u00e7\u00f5es Cruzadas \u2013&nbsp;<\/strong>vulgarmente, dar uma cortada ou \u201cuma dura\u201d no outro, e as&nbsp;<strong>Transa\u00e7\u00f5es ocultas<\/strong>, cujo efeito ulterior ou subliminar equivale a falar de modo indireto ou \u201cdar uma indireta\u201d, ambas as Transa\u00e7\u00f5es s\u00e3o convites ao mal-estar nas rela\u00e7\u00f5es humanas.<\/p>\n\n\n\n<p>OP\u00c7\u00c3O DE BEM-ESTAR \u2013 evitar utilizar as Transa\u00e7\u00f5es Cruzadas e as ocultas no seu cotidiano, preferindo sempre usar as comunica\u00e7\u00f5es diretas. Assim agindo, e poss\u00edvel se impedir de aflorar os maus sentimentos que usualmente ocorrem nas rela\u00e7\u00f5es humanas.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 digno de aten\u00e7\u00e3o que o peso da mensagem n\u00e3o verbal (gestos, tons de voz, caras e bocas) equivale a 93%, enquanto que as palavras valem apenas 7% da comunica\u00e7\u00e3o final (Mehabian, 1971).<\/p>\n\n\n\n<p>Assim, para optar por uma comunica\u00e7\u00e3o saud\u00e1vel, conv\u00e9m estar atento que o resultado final depende muito mais&nbsp;<strong>do como<\/strong>, voc\u00ea diz, que&nbsp;<strong>daquilo que<\/strong>&nbsp;voc\u00ea diz. Esmere-se, pois em aprimorar a sua comunica\u00e7\u00e3o, e&#8230; passe bem.<\/p>\n\n\n\n<ul><li><strong>CONTRATOS MALFEITOS<\/strong><\/li><\/ul>\n\n\n\n<p>\u00c9 incr\u00edvel como, um sem n\u00famero de situa\u00e7\u00f5es de mal-estar do nosso dia-a-dia, resultam de contratos mal-feitos que a pessoa nem se d\u00e1 conta. Todas as intera\u00e7\u00f5es nas \u00e1reas casal, fam\u00edlia, profissional, acad\u00eamica e social acabam por gerar compromissos. Cada um destes constitui um contrato n\u00e3o formalizado, nem escrito \u2013 tais como os contratos comerciais. Na maioria das vezes, s\u00e3o estabelecidos combinados, pactos e compromissos, nos quais os subentendidos geram mal-entendidos.<\/p>\n\n\n\n<p>A raz\u00e3o destes desentendimentos est\u00e1 em&nbsp;contratos mal-feitos&nbsp;ou vagamente definidos. Ex. Vou te ver este ano no dia 29 de fevereiro (Hora? Onde? Para que?).<\/p>\n\n\n\n<p>OP\u00c7\u00c3O DE BEM-ESTAR \u2013 Tudo que \u00e9 bem pactuado, de modo claro e previamente acertado, dentro de uma perspectiva ganha-ganha tende a gerar bons sentimentos. Ex.: Voc\u00ea ser\u00e1 \u201cminha ficante\u201d com exclusividade. Nem eu nem voc\u00ea ficaremos com outra pessoa, at\u00e9 novo pacto.<\/p>\n\n\n\n<p>At\u00e9 mesmo na contrata\u00e7\u00e3o informal de um servi\u00e7o profissional, o pre\u00e7o combinado n\u00e3o \u00e9 caro nem barato. \u00c9 o justo e contratado.<\/p>\n\n\n\n<ul><li><strong>AUTOESTIMA BAIXA<\/strong><\/li><\/ul>\n\n\n\n<p>O sentimento de menos-valia \u00e9 uma falta de amor-pr\u00f3prio, tamb\u00e9m conhecido como AUTOESTIMA BAIXA. Provoca um mal-estar vari\u00e1vel de pessoa para pessoa, compar\u00e1vel a um vazio dentro de si. Este v\u00e1cuo gera a inc\u00f4moda sensa\u00e7\u00e3o de inseguran\u00e7a, inquieta\u00e7\u00e3o e at\u00e9 mesmo de inadequa\u00e7\u00e3o, ou seja, sentir-se&nbsp;<em>um peixe fora d\u2019\u00e1gua<\/em>.<\/p>\n\n\n\n<p>O rebaixamento da autoestima afeta a pr\u00f3pria identidade pessoal, produzindo uma cratera na nossa alma, um vazio interior que n\u00e3o raro leva o indiv\u00edduo a ter vergonha de si mesmo.<\/p>\n\n\n\n<p>OP\u00c7\u00c3O DE BEM-ESTAR \u2013 O ideal seria uma psicoterapia visando o melhor autoconhecimento e uma crescente conscientiza\u00e7\u00e3o do seu valor pr\u00f3prio com a supera\u00e7\u00e3o dos seus problemas de identidade pessoal. Houve, certamente, problemas ou traumas de inf\u00e2ncia que culminaram com a recorrente dificuldade em ser um indiv\u00edduo reconhecido, aceito e amado incondicionalmente, isto \u00e9, pelo que \u00e9 e n\u00e3o pelo que faz ou pelo que tem.<\/p>\n\n\n\n<p>Na vida adulta \u00e9 sempre poss\u00edvel haver uma modifica\u00e7\u00e3o da autoimagem corporal, mediante uma gin\u00e1stica e\/ou reeduca\u00e7\u00e3o alimentar, moldando-se assim um novo f\u00edsico. Isto trar\u00e1 repercuss\u00f5es sens\u00edveis para o seu eu, pois,&nbsp;<strong>um corpo que muda \u00e9 um ego que muda.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Como voc\u00ea n\u00e3o precisa ficar aprisionado no seu passado, monitore-se minuto a minuto a minuto, no aqui-e-agora, e contraponha mensagens positivas para cada negativa que surgir na sua mente. A mudan\u00e7a do seu Sistema de Cren\u00e7as come\u00e7a por a\u00ed, at\u00e9 a incorpora\u00e7\u00e3o da id\u00e9ia de que \u00e9 poss\u00edvel aceitar-se do modo que voc\u00ea \u00e9 com suas virtudes e limita\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p>Assim, voc\u00ea poder\u00e1 abrir caminho para passar bem, mediante a cura da crian\u00e7a interior com sua autoestima ferida. Vai valer \u00e0 pena, confira!<\/p>\n\n\n\n<ul><li><strong>N\u00c3O VALIDA\u00c7\u00c3O POSITIVA<\/strong><\/li><\/ul>\n\n\n\n<p>Todo ser humano tem v\u00e1rias \u201cFomes Psicol\u00f3gicas\u201d, entre as quais a de est\u00edmulos e tamb\u00e9m de reconhecimento ou de<strong>&nbsp;valida\u00e7\u00e3o<\/strong>, de acordo com Eric Berne \u2013 o genial criador da An\u00e1lise Transacional (AT) que as designou com a palavra CAR\u00cdCIAS, definindo-as como sendo: &#8220;<em>as unidades do reconhecimento social\u201d.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>Em outros termos, o que estamos aqui chamando de&nbsp;<strong>valida\u00e7\u00e3o&nbsp;<\/strong>representa&nbsp;todos os est\u00edmulos sociais que s\u00e3o dirigidos de uma pessoa para outra que d\u00ea a entender que reconhece a sua exist\u00eancia ou n\u00e3o ignora a sua presen\u00e7a. Pode ser um aceno, um aperto de m\u00e3o, um cumprimento verbal ou um sorriso. Como se trata de est\u00edmulos intencionais que emergem na comunica\u00e7\u00e3o humana, podem produzir mal-estar em duas situa\u00e7\u00f5es previs\u00edveis:<\/p>\n\n\n\n<p>(1\u00aa) Quando o est\u00edmulo gera maus-sentimentos, decorrentes de medo, raiva ou tristeza, \u00e9 porque houve&nbsp;<strong>valida\u00e7\u00e3o negativa&nbsp;<\/strong>ou rebaixamento em sua AUTOESTIMA.<\/p>\n\n\n\n<p>(2\u00aa) Quando o est\u00edmulo emitido visando o reconhecimento social foi ignorado ou n\u00e3o correspondido,&nbsp;<strong>n\u00e3o ocorreu \u00e0 valida\u00e7\u00e3o positiva<\/strong>&nbsp;e a pessoa se sente desqualificada e desconsiderada.<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m do mal-estar decorrente da n\u00e3o valida\u00e7\u00e3o positiva, \u00e9 bem prov\u00e1vel que v\u00e1 se queixar ao \u201cpai social\u201d:<\/p>\n\n\n\n<p><strong>\u2013<\/strong>&nbsp;\u201csua secret\u00e1ria \u00e9 sem educa\u00e7\u00e3o! Dei BOM DIA e ela n\u00e3o me respondeu\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>OP\u00c7\u00c3O DE BEM-ESTAR \u2013 Procurar sempre intercambiar est\u00edmulos positivos, \u00e9 uma garantia de sentir-se&nbsp;<strong>validado positivamente.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Em outros termos, quando a pessoa disp\u00f5e de uma rede de amigos e colegas, al\u00e9m dos familiares, \u00e9 prov\u00e1vel que o bem-estar seja autom\u00e1tico e habitual. Se a \u201cbateria caricial\u201d estiver bem carregada, os eventuais contatos em que n\u00e3o ocorreu a&nbsp;<strong>valida\u00e7\u00e3o<\/strong>&nbsp;<strong>positiva,&nbsp;<\/strong>poder\u00e3o ser melhor assimilados.<\/p>\n\n\n\n<p>Caso voc\u00ea, leitor amigo, observar que estes epis\u00f3dios de&nbsp;<strong>n\u00e3o valida\u00e7\u00e3o positiva&nbsp;<\/strong>se tornaram frequentes, busque uma ajuda psicoter\u00e1pica para descobrir qual a sua participa\u00e7\u00e3o efetiva neste processo. Opte sempre pelo bem-estar.<\/p>\n\n\n\n<ul><li><strong>SENTIMENTO DE CULPA<\/strong><\/li><\/ul>\n\n\n\n<p>Este \u00e9, sem d\u00favida, um dos maiores parasitas do bem-estar humano.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A culpa adv\u00e9m de um di\u00e1logo interno maldito entre a censura que emana do seu ego parental (pai interno) e o sens\u00edvel ego Crian\u00e7a. Correspondem a verdadeiras \u201cvozes na cabe\u00e7a\u201d que travam uma batalha no palco da consci\u00eancia. Trata-se de um di\u00e1logo improdutivo que consome energia e induz mal-estar.<\/p>\n\n\n\n<p>No modelo Transacional da personalidade humana, do ego-tripartido, o&nbsp;<strong>Pai Cr\u00edtico<\/strong>&nbsp;<strong>Negativo&nbsp;<\/strong>da pessoa acusa,&nbsp;<a>implacavelmente e \u201csurra\u201d a&nbsp;<strong>Crian\u00e7a Submissa<\/strong>.<\/a><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" width=\"1024\" height=\"247\" src=\"http:\/\/antoniopedreira.com\/wp-content\/uploads\/2022\/10\/image-1-1024x247.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-112\" srcset=\"https:\/\/antoniopedreira.com\/wp-content\/uploads\/2022\/10\/image-1-1024x247.png 1024w, https:\/\/antoniopedreira.com\/wp-content\/uploads\/2022\/10\/image-1-300x72.png 300w, https:\/\/antoniopedreira.com\/wp-content\/uploads\/2022\/10\/image-1-768x185.png 768w, https:\/\/antoniopedreira.com\/wp-content\/uploads\/2022\/10\/image-1-1536x371.png 1536w, https:\/\/antoniopedreira.com\/wp-content\/uploads\/2022\/10\/image-1-1180x285.png 1180w, https:\/\/antoniopedreira.com\/wp-content\/uploads\/2022\/10\/image-1.png 1930w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<p>A Crian\u00e7a Submissa sofre com medo ao castigo, e ao inv\u00e9s de encontrar um Pai Protetor, que tome o seu partido, se defronta com um verdadeiro \u201cINIMIGO\u201d dentro da cabe\u00e7a. Quem tem um Pai Cr\u00edtico Negativo destes, nem precisa de inimigos fora! O Adulto fica de fora.<\/p>\n\n\n\n<p>O mal-estar se instala como um processo de autoacusa\u00e7\u00e3o impiedosa. Enquanto \u201crem\u00f3i o ju\u00edzo\u201d, o sono passa e o sofrimento se agrava com o crescente sentimento de CULPA ou de REMORSO.<\/p>\n\n\n\n<p>OP\u00c7\u00c3O DE BEM-ESTAR \u2013 A solu\u00e7\u00e3o para se libertar deste sentimento de culpa \u00e9 aceitar que errou e que se pode aprender com o erro. Al\u00e9m de aprender esta li\u00e7\u00e3o de vida, \u00e9 importante a devida repara\u00e7\u00e3o do dano causado, assumindo a responsabilidade pelo malfeito.<\/p>\n\n\n\n<p>Observando no modelo tripartido dos nossos Estados de Ego \u2013 Pai, Adulto e Crian\u00e7a \u2013 como fica bem f\u00e1cil de se verificar que \u00e9 necess\u00e1rio introduzir no circuito da autoacusa\u00e7\u00e3o, a parte racional do nosso eu (= Ego Adulto).<\/p>\n\n\n\n<p>Interrompendo o di\u00e1logo maldito com o Adulto mais o Pai Protetor interno, assumindo no aqui-e-agora \u2013 a responsabilidade pelo erro, e solucionado o problema ou se comprometendo a solucion\u00e1-lo, a pessoa pode voltar a passar bem.<\/p>\n\n\n\n<p>Este exerc\u00edcio de sa\u00edda da culpa precisa ser treinado at\u00e9 se converter em um h\u00e1bito de estar-bem, apesar de nos reconhecermos como o ser da falta e das car\u00eancias, o que n\u00e3o nos impede de sermos felizes.<\/p>\n\n\n\n<ul><li><strong>AUTOPIEDADE<\/strong><\/li><\/ul>\n\n\n\n<p>\u00c9 outro di\u00e1logo interno pernicioso ao nosso bem-estar. Trata-se de um sentimento de autocomisera\u00e7\u00e3o ou \u201cpena de si mesmo\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Na autopiedade, \u00e9 como se um Pai Protetor Interno Negativo (PP-) tivesse uma atua\u00e7\u00e3o superprotetora, diante dos apelos da Crian\u00e7a Submissa (CS) que pede colo o tempo todo e se lamuria como uma v\u00edtima de algo da vida ou de algu\u00e9m.<\/p>\n\n\n\n<p>Este sentimento de AUTOPIEDADE \u00e9 improdutivo, tanto quanto o de culpa. A diferen\u00e7a \u00e9 que o sentimento de \u201ccoitadinho\u201d, \u201cpobre de mim\u201d ou de v\u00edtima de tudo e de todos imobiliza a pessoa. A sensa\u00e7\u00e3o \u00e9 como se houvesse uma conspira\u00e7\u00e3o c\u00f3smica contra si e a sensa\u00e7\u00e3o de mal-estar se instala e pode demorar de passar.<\/p>\n\n\n\n<p>OP\u00c7\u00c3O DE BEM-ESTAR \u2013 De novo, verificamos que a parte l\u00f3gica ou racional do nosso eu (= ego Adulto) est\u00e1 fora desta conversa entre o Pai Protetor Negativo e a Crian\u00e7a Submissa, vitim\u00f3ide e pedindo l\u00e1stima.<\/p>\n\n\n\n<p>Ao cortar, com o Adulto, o Di\u00e1logo Interno de autopiedade, a tens\u00e3o interna cede lugar ao bem-estar. Ademais, com duas perguntas do Adulto, verdadeiro apelo \u00e0 raz\u00e3o, \u00e9 poss\u00edvel sair deste di\u00e1logo interno maldito e um encaminhamento a um maior crescimento pessoal.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>\u2013<\/strong>&nbsp;Por que e para que estou nesta tortura mental?<\/p>\n\n\n\n<p><strong>\u2013<\/strong>&nbsp;De que op\u00e7\u00f5es disponho, para sair deste di\u00e1logo torturante?<\/p>\n\n\n\n<p>A\u00ed \u00e9 s\u00f3 optar pela melhor alternativa.<\/p>\n\n\n\n<ol type=\"1\"><li><strong>FANTASIAS CATASTR\u00d3FICAS<\/strong><\/li><\/ol>\n\n\n\n<p>O ser humano se vicia em passar mal de v\u00e1rias maneiras. Al\u00e9m de todas as mencionadas acima, costuma entrar em INDECIS\u00d5ES e ELABORAR FANTASIAS CASTATR\u00d3FICAS, dos resultados poss\u00edveis e imagin\u00e1veis.<\/p>\n\n\n\n<p>Como na maioria das vezes \u201cn\u00e3o h\u00e1 problemas, h\u00e1 indecis\u00f5es\u201d, o passo inicial ser\u00e1 tomar alguma decis\u00e3o. E, s\u00f3 em sair do impasse&#8230;<\/p>\n\n\n\n<p><strong>\u2013<\/strong>&nbsp;fa\u00e7o \/ n\u00e3o fa\u00e7o?<\/p>\n\n\n\n<p><strong>\u2013<\/strong>&nbsp;quero \/ n\u00e3o quero?<\/p>\n\n\n\n<p><strong>\u2013<\/strong>&nbsp;separo \/ n\u00e3o separo?<\/p>\n\n\n\n<p>J\u00e1 \u00e9 meio caminho andado para se sair do mal-estar.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>OP\u00c7\u00c3O DE BEM-ESTAR<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Depois de sair do mal-estar, o passo seguinte \u00e9 buscar se livrar das FANTASIAS CASTATR\u00d3FICAS. A chave \u00e9 ter em mente uma verdade facilmente verific\u00e1vel, na vida pr\u00e1tica.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cNA FANTASIA&nbsp;SOFREMOS MUITO MAIS, DO QUE PELA REALIDADE FACTUAL\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>Com efeito, o medo de tirar o dente \u00e9 pior do que a extra\u00e7\u00e3o do dente&#8230;<\/p>\n\n\n\n<p>O medo do parto \u00e9 pior do que o parto.<\/p>\n\n\n\n<p>As fantasias castastr\u00f3ficas de sua primeira vez \u2013 dirigindo carro, falando em p\u00fablico, fazendo o vestibular, tendo um contato \u00edntimo com determinada pessoa etc. \u2013 foram, com certeza, piores que estas mencionadas experi\u00eancias.<\/p>\n\n\n\n<p>Conseguindo domar esta tem\u00edvel ansiedade antecipat\u00f3ria, voc\u00ea estar\u00e1 no caminho da&nbsp;<strong><u>op\u00e7\u00e3o pelo bem-estar.<\/u><\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Refer\u00eancias Bibliogr\u00e1ficas<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Berne, E.&nbsp;<em>O que diz voc\u00ea depois de dizer ol\u00e1? \u2013 A psicologia do destino<\/em>. S\u00e3o Paulo: Nobel, 1988.<\/p>\n\n\n\n<p>________&nbsp;<em>Sexo e Amor<\/em>. Rio de Janeiro: Jos\u00e9 Ol\u00edmpio, 1976.<\/p>\n\n\n\n<p>________&nbsp;<em>An\u00e1lise transacional em psicoterapia<\/em>. S\u00e3o Paulo: Summus, 1985.<\/p>\n\n\n\n<p>Boyd, H. S. \u201c<em>The therapeutic leverage\u201d<\/em>. TAJ, 6:2, 4, 1976.<\/p>\n\n\n\n<p>DSM-IV-TR: Diagnostic and Statistical Manual of Mental Disorders American Psychiatric Association. Fourth Edition, Text Revision. Washington DC, American Psychiatric Press, 2000.<\/p>\n\n\n\n<p>English, F.&nbsp;<em>\u201cThe substitution factor: rackets and real feelings<\/em>\u201d. TAJ, 1, 4, 1971.<\/p>\n\n\n\n<p>_________&nbsp;<em>\u201cRackets and real feelings, Part II\u201d<\/em>. TAJ, 2, 1, 1972.<\/p>\n\n\n\n<p>Erskine, R. G. &amp; Zalcman, M. J.&nbsp;<em>\u201cThe racket system<\/em>\u201d.&nbsp;TAJ, 4, 7, 1974.<\/p>\n\n\n\n<p>Goulding, M. &amp; Goulding, R. Ajuda-te pela An\u00e1lise Transacional.&nbsp;S\u00e3o Paulo, Editor IBRASA 1985.<\/p>\n\n\n\n<p>__________________________<em>&nbsp;\u201cInjunctions, decisions and redecisions\u201d<\/em>. TAJ, 6, 1, 1976.<\/p>\n\n\n\n<p>Kahler, T. &amp; Capers, H.&nbsp;<em>\u201cThe miniscript<\/em>\u201d. TAJ, 4, 1, 1974.<\/p>\n\n\n\n<p>Karpman, S.&nbsp;<em>Options<\/em>. TAJ, 1, 1, 1971.<\/p>\n\n\n\n<p>Kert\u00e9sz, R. &amp; Induni, G.&nbsp;<em>Manual de An\u00e1lisis Transaccional<\/em>. Buenos Aires: Ed. Conantal, 1977.<\/p>\n\n\n\n<p>Mehrabian, Albert.&nbsp;<em>Silent Messages<\/em>. (1 \u00aa ed.).&nbsp;<a href=\"http:\/\/translate.googleusercontent.com\/translate_c?hl=pt-BR&amp;sl=en&amp;u=http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Belmont,_CA&amp;prev=\/search%3Fq%3Dmehabian%26hl%3Dpt-BR%26sa%3DG&amp;rurl=translate.google.com.br&amp;usg=ALkJrhjh_j_DPrj4iP7m6q1BoUQQhvYP8w\">Belmont, CA<\/a>&nbsp;:&nbsp;<a href=\"http:\/\/translate.googleusercontent.com\/translate_c?hl=pt-BR&amp;sl=en&amp;u=http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Cengage_Learning&amp;prev=\/search%3Fq%3Dmehabian%26hl%3Dpt-BR%26sa%3DG&amp;rurl=translate.google.com.br&amp;usg=ALkJrhgjVD7U38Qa0UF_bhenFnJutIkd3w\">Wadsworth<\/a>&nbsp;.&nbsp;1971<\/p>\n\n\n\n<p>Pedreira, A.&nbsp;<em>A hora e a vez da Compet\u00eancia Emocional \u2013&nbsp;<\/em>Salvador, BA: Casa da Qualidade, 1997.<\/p>\n\n\n\n<p>__________&nbsp;<em>Gram\u00e1tica das emo\u00e7\u00f5es<\/em>. Salvador, BA: Oficina de Livros Dist. Ltda, 2000.<\/p>\n\n\n\n<p>__________&nbsp;<em>An\u00e1lise Transacional de Conselhos Tradicionais<\/em>. Salvador, BA: A Priori Editorial, 2008.<\/p>\n\n\n\n<p>__________&nbsp;<em>Aritm\u00e9tica das emo\u00e7\u00f5es<\/em>. Salvador, BA: Contexto Servi\u00e7os Editoriais, 2009.<\/p>\n\n\n\n<p>Schiff, J. et al. The cathexis reader: transactional analysis treatment of psychosis<em>. N Y: Harper and Row, 1975.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>Steiner, C.&nbsp;<em>\u201cThe stroke economy<\/em>\u201d.&nbsp;TAJ, 1, 3, 1971.<\/p>\n\n\n\n<p>________\u00a0<em>Os pap\u00e9is que vivemos na vida<\/em>. Rio de Janeiro: Ed.\u00a0Artenova, 1976.<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Dr. Antonio Pedreira.<\/strong><br>M\u00e9dico, psicoterapeuta e educador.<br>CREMEB: 2238.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Como \u00e9 poss\u00edvel se optar por passar bem?&nbsp;Esta \u00e9 uma pergunta que nos \u00e9 formulada centenas de vezes e como tamb\u00e9m no curso da terapia individual ou grupal. E quais s\u00e3o as barreiras ao bem-estar? 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